quinta-feira, 26 de setembro de 2013

REBULIÇO

Menino do auê
me deu do padê
E pegou pra valer
Nos conformes do Exu

Tirou do eixo

Faz cair o queixo
Fez virar a noite
Fez tentar a sorte
Fez Oxumaré
Fez Logun-Edé
um dois de paus.
Fez Oxumaré
Fez Logun-Edé
um dois de paus.

Entre uma fungada de nariz
uma gota de sobriedade
mostrou o paranauê do amor
tão capaz de aprazer
ao mais refinado
gosto de novidade.

Tentou o inédito
no amor:
lambuzou-se de muito
refestelou-se
de querer todo dia.
Mais que quisesse
não podia.
Era no chiado baixo
e só.

Se arrebite bandeirante!
Coloque consciência
nesses dois.
Onde já se viu
café com leite
em pleno sexo XXI?

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