sábado, 26 de maio de 2012

Sobre um sonho ruim que mexeu comigo...

[para quem sonha acordado pode ser um prato cheio, hein?] 





Dizem que foi mais ou menos assim... 








Só não posso aceitar o que não foi meu. 
Não foi nada além de uma grande fogueira queimando o egocentrismo latente. 
[e toma seu dente] 

Não faço porcaria, mas não consigo dizer não. E agora?
A arte estava brava comigo. Como pude? 
Será que não li o bastante pra aprender que isso não se faz? 
[Ah, pobre rapaz...]

Dei corda para que o ego se enforcasse...
E pelo visto se enforcou. 
[Quase que me arremesso junto... Mas como gato caí de pé noutro dia...]
O mais importante é que todos sabem quando sou eu, e quando não sou.








E aí, eu acordei... 

[que louco, né?]

domingo, 13 de maio de 2012

DE VEZ EM SEMPRE


"Quando bate no vidro,
às vezes reflete,
às vezes atravessa,
às vezes arco-íris,

às vezes distorce,
às vezes é flecha
que no peito mata,
[que no peito mata]

às vezes ignora,
êta vida ingrata,
às vezes é pó
do ópio da terra,

às vezes capítulo
que o fim encerra,
às vezes é serra
[às vezes é serra]

pedra de ladeira,
às vezes é água
canto de lavadeira,
[canto de lavadeira]

às vezes é chuva
que não caiu,
às vezes bandeira
amarelo ouro
anil,

às vezes é gente
que não respondeu,
mas sempre pode ser
mais você do que eu.
às vezes é gente
que não respondeu,
mas sempre pode ser
mais você do que eu."

Se não tem mais jeito
Me diga
O que se pode fazer
Me liga
De quando em quando
De nunca em sempre
Às vezes
De vez em sempre
De vez em sempre