segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mata

É mato.
Mata.
Mas não mata.
Corre sozinho no meio do mato,
Sob a lua cheia branca,
É mais parecido com um sentimento que me revira,
Me espanca, 
Me contorce,
Me enlouquece
Por não saber o que
Há de errado em não saber.
O quê?
O'd'é? [Onde é?]

Parece que a vida é a razão de tudo,
E parece que um pai solitário leva seu filho pra mata
Pra não matar, desta vez,
pra caçar,
Caçar por amor de quê?
Caçar a solidão que lhes é inerente,
Caçar a contemplação solitária da lua branca,
Caçar a divindade que pede a solidão no mato,
Caçar uma caça ínfima, efêmera,
De curtíssima meia-vida, pouco radioativa caça,
Que pode não ter importância no próximo segundo,
Mas foi uma flechada em acordo com a vontade do arqueiro.
O quê?
Okê!

Quantas flechas tem o caçador de coração que voa fácil?
Não se sabe. Mas é sabido que ele possui uma flor peferida.
E para esta flor, todos os cuidados.
Mais cuidados que para a cachoeira.
Mais cuidados que para o vento.
Mais cuidados que para ele mesmo.
Que mal fez esta flor para merecer isso?
Tanto extremo mata?

E se tentarmos perguntar ao solitário, não pensará duas vezes.
Para onde correrá sob a luz da lua branca?
Para a mata.
Para não responder,
bicho do mato,
divino, solitário, intenso,
arqueiro que mata.
Que mata!
 

domingo, 26 de maio de 2013

Ça va!

Um balanço:
fina francesa
olho no olho
marcas e manchas
idiossincrasias indeléveis indecifráveis
querem, mas não merecem,
merecem, mas não querem,
precisam de um show que lhes agrade,
mas o show será particular.
plateia distinta.
Je ne regrette rien!


[25/05/13, calourada na Puchero]