PRÓLOGO
"Benja", a Teuda precisa de um soutien novo,
Você não percebeu?
"Benja", não confunda o louco da cidade
com o prefeito.
"Benja", vocês bem que podiam
apresentar em Passos...
"Benja", e o ventilador?
***
Preciso urgentemente encontrar
meu ventilador.
Meu giro, minha gira,
Meu giro alucinógeno,
Meu dervixe rodopiante
Meu transe que gira,
Minha gira.
Isto que gira, saiba,
é paixão obsessiva,
desenfreada,
insana, e
ao mesmo tempo,
é anestesia, dormência
deleite,
algo que rutile até cegar.
Por que não posso com que prefulgir
de pronto, quando quero?
Parece que sei o que espero,
mas não sei se meu desejo anela
minha presença física e mental
tanto quanto eu o anelo.
Rápido, jogue-me no meio da roda
e me faça girar, deixe girar
o que gira.
Que eu encontre meu ventilador,
que eu possa fazê-lo parar
com as minhas mãos,
ou se não isso,
ao menos deixe-me tocá-lo,
conhecê-lo!
Deixe-me reconhecer este afã
de ter um objeto de devoção,
uma vida para guardar
no precioso do ser.
***
EPÍLOGO
"Benja", não tô dando conta.
"Benja", me conta de novo
o que o rato, o gato e o palhaço
fazem?
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