O chão frio, a casa vazia e tudo que me permeia. Não consigo ficar bem, mas também não consigo ficar mal.
Um milhão de coisas me pesam às costas quando saio de casa. Aqui dentro eu sei que elas ainda existem, mas não atingem. Todas as minhas preocupações não são esquecidas, mas mesmo assim não consigo dar atenção à elas.
Será que estou no equilíbrio? Maldito equilíbrio.
Sei que a vida está no auge,
Mas não me interesso.
Não sofro,
não desejo,
não espero,
não quero.
Não preciso de nada.
Não tenho fome, não tenho sede.
Não tenho nome, não tenho rede.
Não tenho frio, não tenho calor.
Não tenho vida, não tenho morte.
Não tenho azar, não tenho sorte.
Não tenho vazio, não tenho esplendor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário