Ai de todos!
Ai daqueles que não viram as pequenas alegrias que passam correndo levantando a saia como brisa serelepe...
Ai daqueles que estiveram certos o tempo todo e nunca souberam que estavam errados...
Ai daqueles que fizeram e aconteceram para mostrarem que são tão bons. Um anjo cochichou-me que os bons não se apresentam, são apresentados...
Ai daqueles que se tornaram os mais populares do pedaço e na hora de chorar, choram sozinhos em seus quartos mofados...
Ai daqueles que mostraram suas riquezas a todos. Todos amam suas traquitanas novas, mas ninguém ama o velho e imutável você...
Ai daqueles que lamberam o chão pisado pelos doutos, pois um cachorrinho divertido e inconveniente toma garrafada na cabeça...
Ai daqueles que deixam sua terra onde abunda leite e mel para morar em uma pobre e velha cidade que os recebeu de braços abertos. Sinto tanto por vocês que poderiam ter ficado em seus estados de espírito, mas não foram aceitos...
Ai daqueles que reclamam e tomam banho em uma banheira púrpura de rancor! Ao invés de mergulhar cada vez mais fundo e reclamar ainda mais, dou-lhes uma notícia: vocês podem sair da banheira e viver outra coisa...
Ai daqueles que leram todas as teorias, mas jamais terão a sensibilidade de colocá-las em prática. O que nos toca não poderá ser sua saliva programada, deverá ser a verdade da sua prática...
Ai de mim que me preocupo com Vossa Desgracência.
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