"Onde pode acolher-se um fraco humano, onde terá segura a curta vida, que não se arme, e se indigne o Céu sereno contra um bicho da terra tão pequeno?" [LUÍS DE CAMÕES.Os Lusíadas. Canto I]
domingo, 13 de maio de 2012
DE VEZ EM SEMPRE
"Quando bate no vidro,
às vezes reflete,
às vezes atravessa,
às vezes arco-íris,
às vezes distorce,
às vezes é flecha
que no peito mata,
[que no peito mata]
às vezes ignora,
êta vida ingrata,
às vezes é pó
do ópio da terra,
às vezes capítulo
que o fim encerra,
às vezes é serra
[às vezes é serra]
pedra de ladeira,
às vezes é água
canto de lavadeira,
[canto de lavadeira]
às vezes é chuva
que não caiu,
às vezes bandeira
amarelo ouro
anil,
às vezes é gente
que não respondeu,
mas sempre pode ser
mais você do que eu.
às vezes é gente
que não respondeu,
mas sempre pode ser
mais você do que eu."
Se não tem mais jeito
Me diga
O que se pode fazer
Me liga
De quando em quando
De nunca em sempre
Às vezes
De vez em sempre
De vez em sempre
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