"Onde pode acolher-se um fraco humano, onde terá segura a curta vida, que não se arme, e se indigne o Céu sereno contra um bicho da terra tão pequeno?" [LUÍS DE CAMÕES.Os Lusíadas. Canto I]
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Do amor e da justiça
Amor é coisa violenta se ficar desequilibrada. É coisa que corrói por dentro e quando já corroeu tudo, sai na forma de lágrima vermelha, preta borrada.
Com tudo isso quero dizer que não há justiça na verdade. Não pode ser a justiça uma prova de amor. Ao menos, não como a conhecemos. Justiça na concepção atual nada mais é do que exigir que quem nos fez mal sofra.
Isso assegura o amor?
Onde?
É por isso que lhes digo, meus queridos, o amor verdadeiro e puro não foi experimentado ainda pelos homens. Apenas a falsa ilusão de querer bem.
Isso não é o amor em sua totalidade.
Por mais que o espírito humano esteja fadado a buscar o amor aconteça o que acontecer, as confusões da existência humana deturpam a visão dos seres, enchendo-as de falsas certezas e inquestionáveis enganos.
Amor é coisa violenta se ficar desequilibrada. É coisa que corrói por dentro e quando já corroeu tudo, sai na forma de lágrima vermelha, preta borrada.
Com tudo isso quero dizer que não há justiça na verdade. Não pode ser a justiça uma prova de amor. Ao menos, não como a conhecemos. Justiça na concepção atual nada mais é do que exigir que quem nos fez mal sofra.
Isso assegura o amor?
Onde?
É por isso que lhes digo, meus queridos, o amor verdadeiro e puro não foi experimentado ainda pelos homens. Apenas a falsa ilusão de querer bem.
Isso não é o amor em sua totalidade.
Por mais que o espírito humano esteja fadado a buscar o amor aconteça o que acontecer, as confusões da existência humana deturpam a visão dos seres, enchendo-as de falsas certezas e inquestionáveis enganos.
É preciso desamarrar nossos fardos pesados, nossas malas carregadas de máscaras e personas prontas para enganar a sociedade e pior, enganar nós mesmos.
É preciso deixar o coração e a mente livres para amar, não com sentimento de posse, mas com sentimentos de partilha. Porque o amor é compartilhar nossa vida com alguém. Impor-se não adianta. Isto aprisiona a totalidade que habita cada ser.
E não se iludam. Ninguém poderá fazer qualquer coisa por você ou pelos outros, na realidade. Porque existe um ponto limite, do qual não podemos ultrapassar. Eu posso tentar te ajudar, mas eu jamais conseguirei chegar ao seu íntimo e transformar alguma coisa. É você que tem que fazer! O máximo que posso fazer é ir até o limite entre o seu íntimo e a parte acessível a todos as coisas a sua volta.
Nada acontecerá se você não tiver alguma causa para impulsiona-la.
No campo do amor, concluindo, não podemos obrigar ninguém a amar. Podemos chegar ao limite das nossas possibilidades, mas o profundo sentimento ainda estará dentro da pessoa e nada poderemos fazer.
Por esta razão, o amor jamais será egoísta. Se houver egoísmo, não haverá amor.
Se houver possessividade, jamais haverá amor. Se as pessoas não se abrirem de verdade para que o efeito correspondente à causa do amor, este sentimento não despertará.
E ficará o questionamento para o/a querido/a leitor/a: "O que faço que me impede de amar de verdade?"
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